Sóror Miranda tomara uma decisão.
Um pouco grosseiramente, como quem no último instante se arrepende da soberba
de ter desprezado alguma coisa e pretende afinal recuperá-la. Era, em
todo o caso, uma decisão, pelo que havia que agir em conformidade.
Escolher a vida é uma acção, no
geral, bela. Porém, nos corredores da casa, lembrou-se de que não definira as
condições da sua decisão: não definira “a vida”. Lamentou por
isso a eterna complicação de todos os processos decisórios. E de todos os
processos de um modo geral.
E de tudo de um modo geral.
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